Como a pandemia impactou o setor de saúde

A medicina é uma ciência que se orgulha de investir continuamente em novas descobertas, e a pandemia do coronavírus foi um grande desafio que comprovou a resiliência do setor.

Nos últimos anos, vimos a medicina abraçar algoritmos de inteligência artificial que leem radiografias tão bem quanto os radiologistas, sequenciamento genômico que pode orientar tratamentos personalizados de câncer e grandes melhorias no gerenciamento da saúde da população por meio de Big Data e análises preditivas — isso para citar apenas alguns exemplos.

Embora a pandemia da COVID-19 tenha colocado demandas incomparáveis nos sistemas de saúde modernos, a resposta da indústria demonstrou claramente sua capacidade de trazer inovações ao mercado rapidamente. 

Abaixo, listamos 6 avanços que o setor de saúde vivenciou durante a pandemia e que prometem continuar impactando o setor mesmo após o fim da crise sanitária. Acompanhe!

1. Análise preditiva e inteligência de negócios

A pandemia destacou como é importante para os profissionais de saúde olharem para frente e se prepararem para as crises. Como os picos nos casos da COVID-19 têm o potencial de sobrecarregar hospitais e criar escassez de medicamentos e equipamentos, os profissionais de saúde experimentaram formas inovadoras de prever a localização e a gravidade dos aumentos futuros em casos de COVID-19. 

Os sistemas de saúde estão fazendo investimentos estratégicos em programas de inteligência de negócios para entender melhor os pacientes e oferecer uma melhor experiência. Os sistemas podem alavancar percepções usando dados clínicos, financeiros e operacionais juntamente com feedback do paciente para construir uma imagem completa de como eles interagem com a organização. 

Os médicos podem usar inteligência de negócios para ajudar a coordenar os planos de tratamento com base nos sintomas, identificar pacientes para acompanhamento e monitorar as taxas de readmissão. No lado operacional, a inteligência de negócios pode ajudar a coordenar as programações da equipe e otimizar a cadeia de suprimentos.

2. Sistemas digitais de atendimento

Durante a era do distanciamento social, a forma como os consumidores interagem com as empresas mudou e eles passaram a colocar mais valor na experiência digital. O mesmo é verdade para hospitais e empresas de saúde; muitos agora veem seus sistemas digitais de atendimento como a primeira impressão que os pacientes em potencial têm.

A experiência que os pacientes têm online pode fazer ou destruir uma reputação — e após a pandemia da COVID-19 eles estão ainda mais ávidos por resolver seus problemas pela internet. Essa experiência inclui o site e o aplicativo móvel, que devem possuir funções como portal do paciente, agendamento de consultas, consultas online e materiais educativos.

3. Atendimento médico remoto

No início da pandemia, quando os governos estaduais e locais em todo o país emitiram diretrizes de distanciamento social e ordens de permanência em casa para mitigar a disseminação do coronavírus, a telessaúde se tornou uma tábua de salvação para o atendimento ao paciente. Auxiliados pelo relaxamento das regulamentações da OMS, muitos hospitais e sistemas de saúde lançaram e expandiram programas de telessaúde em questão de dias.

Em resposta à rápida demanda de acesso, os provedores passaram a usar plataformas como FaceTime e Zoom para visitas virtuais que cobrem uma ampla gama de condições, desde atendimento de urgência, check-ups na atenção primária, acompanhamento de medicamentos e triagens COVID-19.

4. Bots de Inteligência Artificial

O público tem experimentado uma necessidade cada vez maior de informações e orientações confiáveis ​​sobre saúde durante a pandemia, e o tempo dos especialistas clínicos é mais precioso do que nunca. O uso de chatbots de inteligência artificial, que fornecem aos pacientes uma comunicação essencial, cresceu nesse meio. 

Ao empregar o processamento de máquina para educar e assistir os pacientes durante este período de grande demanda de informações, os provedores de saúde foram capazes de alcançar os pacientes de forma mais eficiente e — em alguns casos — fazer a triagem de suas necessidades.

As soluções de saúde digital podem ajudar na prevenção, triagem e monitoramento da COVID-19. As empresas de saúde têm empregado uma abordagem holística que integra uma vasta gama de ferramentas para entregar de forma inteligente campanhas de divulgação proativas, triagem digital por meio de bots e encaminhamento para o atendimento remoto.

5. Robótica

A pandemia forçou os profissionais de saúde a reduzir o contato pessoal com os pacientes tanto quanto possível para mitigar a disseminação da COVID-19. Muitos sistemas de saúde estão empregando tecnologia robótica para tratar os pacientes sem que um membro da equipe clínica tenha que entrar em seu quarto. Os hospitais também estão explorando maneiras como a robótica pode ser usada para combater diretamente o novo coronavírus.

Os robôs também desempenham um papel importante no atendimento ao paciente em alguns hospitais. A tecnologia robótica pode realizar tarefas simples no quarto do paciente para preservar a equipe e o EPI durante a pandemia. Em alguns casos, o robô pode incluir uma tela com o rosto ou voz de uma enfermeira ou profissional de saúde para se conectar com os pacientes em um nível humano.

6. Rastreamento digital de contatos

As tecnologias de rastreamento de dados surgiram como uma forma de aprimorar os esforços tradicionais de rastreamento de contatos. Em maio, a Apple e o Google lançaram sua API interoperável desenvolvida em conjunto, que permite que governos e agências de saúde rastreiem a disseminação do COVID-19 usando a tecnologia Bluetooth.

A pandemia também estimulou a inovação em plataformas de monitoramento remoto em hospitais e sistemas de saúde. Para continuar cuidando de pacientes que não precisam mais de hospitalização, um programa de monitoramento remoto pode transmitir automaticamente os dados de dispositivos vestíveis nos pacientes e os carregar em um painel que os provedores podem monitorar e usar para intervir quando necessário. 

O setor de saúde foi permanentemente impactado pela pandemia do coronavírus. Mas essas inovações mostram que a indústria está preparada para crescer e encontrar novas soluções para oferecer o melhor atendimento possível, independentemente das circunstâncias.

Para continuar aprendendo sobre as principais inovações no setor de saúde, acompanhe nosso blog e veja todas as nossas novidades!

Como garantir a eficiência no atendimento médico remoto

O atendimento médico remoto se refere ao uso da tecnologia para oferecer suporte a uma ampla gama de serviços de saúde remotamente, como atendimento e monitoramento do paciente. Nos últimos anos, a adoção do atendimento remoto cresceu e foi especialmente acelerada pela pandemia, quando as consultas online ganharam popularidade para evitar contato físico com pessoas suspeitas de estarem contaminadas com a COVID-19.

No entanto, mesmo após o fim da pandemia, espera-se que o atendimento médico remoto continue ganhando força, dado o potencial disruptivo que esse modelo apresenta, com o potencial de transformar a indústria, reduzindo custos e aumentando a qualidade e a satisfação do paciente. 

Para isso, contudo, a tecnologia deve ser integrada às práticas tradicionais ambulatoriais e hospitalares para atingir todo o seu potencial, incluindo abordar os seis domínios de qualidade de atendimento: ser seguro, eficaz, centrado no paciente, oportuno, eficiente e equitativo.

Este artigo descreve as estratégias essenciais para a implementação bem-sucedida do atendimento médico remoto e os benefícios que essa implementação pode trazer para as instituições de saúde e para os pacientes. Acompanhe!

Atendimento médico remoto: o que é e como funciona?

O setor de saúde está evoluindo em um ritmo rápido, à medida que profissionais e instituições procuram maneiras de aumentar o acesso de seus pacientes aos cuidados, ao mesmo tempo que diminuem o custo geral dos cuidados de saúde. Felizmente, a tecnologia digital está tornando mais fácil para os profissionais de saúde se comunicarem com seus pacientes, quebrando as barreiras que podem impedir o acesso do paciente aos cuidados médicos.

Com a ajuda de videoconferência, áudio e mensagens instantâneas, os pacientes agora podem interagir com os profissionais de saúde no conforto de sua própria casa, tendo acesso a atendimento médico remoto. As consultas virtuais permitem que o paciente receba cuidados contínuos de seu médico quando uma visita pessoal não for estritamente necessária ou possível.

Os benefícios que isso oferece são inúmeros: quando somados às tecnologias de telemedicina, que permitem monitorar a evolução do quadro de cada paciente de perto, os provedores de saúde podem otimizar a experiência do paciente, aumentar seu bem-estar e, ao mesmo tempo, economizar custos internos.

O atendimento médico remoto acontece por meio de um serviço baseado na web, onde o paciente é guiado por uma série de perguntas. O médico ou enfermeiro pode prescrever medicamentos, sugerir estratégias de atendimento domiciliar ou recomendar cuidados médicos adicionais. 

Tecnologia que tornam o atendimento médico remoto possível

Várias tecnologias estão sendo implantadas para possibilitar o atendimento médico remoto. Elas incluem:

  • mHealth (saúde móvel): hoje, pesquisas mostram que temos mais de 1 smartphone por cidadão brasileiro. Esses e outros dispositivos móveis podem ser aproveitados para promover melhores resultados de saúde e maior acesso aos cuidados. A saúde móvel se refere a aplicativos e programas de saúde que os pacientes usam em seus smartphones, tablets ou laptops. Esses aplicativos permitem que os pacientes rastreiem dados de saúde, definam medicamentos e lembretes de compromissos e compartilhem informações com os médicos;
  • Videoconferência: os médicos estão eliminando distâncias e proporcionando acesso a pacientes que não podem viajar, marcando consultas utilizando plataformas de comunicação de vídeo em tempo real. A tecnologia de videoconferência tem sido utilizada para cuidar de pacientes localizados em áreas rurais, pacientes com dificuldade de locomoção ou para casos leves;
  • Monitoramento remoto do paciente: envolve a geração de relatórios, coleta, transmissão e avaliação dos dados de saúde do paciente por meio de dispositivos eletrônicos, como wearables (vestíveis), dispositivos móveis, aplicativos de smartphone e computadores. As tecnologias de monitoramento lembram os pacientes de se pesar e transmitir as medidas aos seus médicos. Vestíveis e outros dispositivos eletrônicos de monitoramento estão sendo usados ​​para coletar e transferir dados de sinais vitais, incluindo pressão arterial, estatísticas cardíacas, níveis de oxigênio e taxas respiratórias.

Quais os benefícios do atendimento médico remoto?

Apesar dos desafios atuais na saúde, há vários benefícios em aumentar o uso do atendimento médico remoto para atender à demanda por cuidados de saúde. Conveniência no atendimento, maior acesso, maior produtividade do trabalhador por não ter que se ausentar e se deslocar para ir às consultas, economia de custos e economia de tempo do médico são alguns exemplos dessas vantagens.

Por essas razões, provedores de saúde estão avançando com cada vez no uso da tecnologia para melhorar a experiência do paciente e, com isso, sua própria eficiência. Saiba mais sobre os principais benefícios do atendimento remoto para profissionais de saúde abaixo.

O atendimento médico remoto melhora os resultados dos pacientes

Gerenciar pacientes com condições crônicas pode ser desafiador devido ao tempo necessário para monitorá-los. A telemedicina pode melhorar os resultados da qualidade do paciente ao permitir um gerenciamento mais fácil da saúde crônica por meio de tecnologia remota. Isso é especialmente verdadeiro para pacientes que vivem em áreas rurais que, de outra forma, não seriam capazes de acessar especialistas de qualidade sem uma viagem significativa para unidades de saúde distantes;

O atendimento médico remoto reduz as reinternações hospitalares

Muitos pacientes fazem viagens desnecessárias (e de alto custo) para o pronto-socorro para obter os cuidados de que precisam. Com o aumento da ansiedade sobre os sintomas da COVID-19, muitas pessoas procuram atendimento imediato, o que aumenta o risco de exposição a algo sério. Em contraste, educar os pacientes sobre os cuidados de acompanhamento usando a tecnologia pode ajudar a reduzir as readmissões hospitalares (e custos). Além da redução de custos associada a taxas mais baixas de readmissão, instruções escritas após a alta hospitalar e comunicação contínua usando monitoramento remoto podem ajudá-los a gerenciar melhor sua condição longe de instalações de saúde;

O atendimento médico remoto aumenta o envolvimento e a satisfação do paciente

Embora a COVID-19 esteja na vanguarda da mente de todos, existem muitas outras condições de saúde para as quais os pacientes precisam de cuidados. No entanto, ir ao consultório médico pode causar ansiedade adicional e aumentar o risco de exposição a uma possível infecção, especialmente para pacientes de alto risco, como os imunocomprometidos ou aqueles com doenças preexistentes. É por isso que o atendimento remoto é uma ótima opção para os pacientes obterem os cuidados que precisam e desejam, no conforto e segurança de suas casas;

O atendimento médico remoto reduz os custos com saúde

A telemedicina permite redução dos custos operacionais e aumento da eficiência na utilização dos recursos, ao mesmo tempo que permite flexibilidade no horário de operação para melhor atender às necessidades da população de pacientes. Ao prestar cuidados remotamente, você não tem os mesmos custos indiretos que tem quando está atendendo os pacientes pessoalmente. 

Os processos de atendimento atuais são insuficientes para lidar com o desalinhamento entre oferta e demanda de prestadores de serviços de saúde. O uso de tecnologias de telemedicina e comunicação entre provedor e paciente pode criar um modelo de saúde conectado que garantirá a capacidade de melhorar o acesso e a qualidade do atendimento, ao mesmo tempo que diminui os custos.

Para saber mais sobre como a tecnologia impulsionará o atendimento médico no futuro, continue acompanhando nosso blog e veja todas as nossas novidades!

Como a tecnologia pode melhorar a experiência do paciente

Os cuidados de saúde, com todas as suas complexidades, representam um fardo particularmente grande para o paciente. Os pacientes são responsáveis ​​por encontrar seus cuidados, divulgar dados médicos importantes antes das consultas e pedir ajuda aos provedores entre as consultas. Mas entre cada uma dessas responsabilidades há uma série de pontos problemáticos que contaminam toda a experiência do paciente.

Os pacientes nem sempre conseguem agendar suas consultas ou, quando podem, é inconveniente e ficam sentados ao telefone por longos períodos. Compartilhar seus dados médicos nem sempre é fácil, e muitos deles precisam preencher formulários de papel para atualizar seus registros de saúde antes de cada exame anual.

É por isso que a indústria médica está cada vez mais se concentrando em criar uma melhor experiência para o paciente que elimine todos esses pontos problemáticos. E embora muitos esforços devam se concentrar na melhoria das relações interpessoais entre pacientes e provedores, as organizações também podem aproveitar as tecnologias de saúde para tornar a experiência de atendimento melhor para os pacientes.

No artigo de hoje, discutiremos mais sobre essas tecnologias e os benefícios que elas podem trazer para os pacientes e para o setor de saúde como um todo! Acompanhe:

Simplificando os processos administrativos que frustram os pacientes

Os consumidores de hoje esperam ter experiências perfeitas em todas as áreas de suas vidas, e a saúde não é exceção. Afinal, quando tudo o mais está disponível com o toque de um botão, por que os serviços de saúde também não deveriam estar?

Atualmente, muitos provedores de serviços de saúde falham em fornecer experiências de qualidade. Os maiores pontos de frustração relatados pelos pacientes incluem problemas no agendamento de consultas e no atendimento para consulta de informações, pagamentos, entre outros. 

Com a crescente consumerização da área de saúde, está claro que os pacientes desejam experiências abrangentes que vão além de serem bem atendidos por médicos de qualidade. Essa realidade torna crucial que as organizações de saúde invistam em tecnologia como aplicativos móveis e portais online que criam melhores experiências para os pacientes.  

 

Aproveitando a tecnologia virtual para melhorar as experiências dos pacientes

Assim como os consumidores esperam acesso rápido e fácil às funções administrativas, eles também esperam acesso rápido e fácil aos cuidados médicos. Muitos consumidores relatam que demoram a procurar ajuda médica simplesmente porque ir até uma consulta toma muito tempo do seu dia.

Além do tempo médio de espera dentro da própria clínica (e dos comuns atrasos dos médicos), há que considerar também o tempo de deslocamento e o tempo real de consulta — somados, isso é o suficiente para impactar negativamente o nível de satisfação do paciente. 

O impacto dos longos atrasos na sala de espera vai além da frustração do cliente com a perda de tempo. Eles também afetam a confiança no provedor de saúde e a qualidade percebida do atendimento pelo paciente.

As consultas virtuais, que ganharam força com a pandemia, oferecem a solução para todos esses problemas. Os consumidores apreciam a conveniência da telemedicina e acham mais fácil encontrar um horário que melhor lhes convenha. Para organizações de saúde que buscam melhorar a experiência do paciente, a telemedicina oferece um caminho comprovado para explorar.

Aprimorando a tomada de decisões com análise de dados

A análise de saúde afeta todas as partes do sistema de saúde e pode melhorar drasticamente a satisfação do paciente em duas áreas principais: eficiência operacional e tomada de decisão clínica.

Operacionalmente, as organizações de saúde, particularmente grandes sistemas hospitalares, enfrentam muitos dos mesmos desafios associados a outros setores. Assim como em outras áreas, a gestão na saúde é composta por centenas de fluxos de trabalho internos, que devem ser integrados para gerar máxima eficiência. 

Se um fluxo de trabalho falhar, os atrasos podem se espalhar por todo o sistema, criando confusão e estresse que afetam negativamente os resultados e a satisfação do paciente.

A análise preditiva pode ajudar a eliminar os desafios do fluxo de trabalho, prevendo as necessidades de recursos em tempo real e simplificando os processos. Quando implementada corretamente, a análise de saúde pode reduzir custos, reduzir os tempos de espera e melhorar a experiência geral do paciente.

Melhorando a experiência do paciente usando tablets e monitores inteligentes

O envolvimento do paciente durante a internação é um fator subestimado na experiência do paciente. Em ambientes de saúde, a tecnologia pode melhorar essa experiência, oferecendo muitas das mesmas comodidades que os consumidores usam em casa.

Smart TVs e tablets, por exemplo, fornecem acesso a materiais educacionais sobre um procedimento cirúrgico ou instruções de alta / pós-tratamento. Os pacientes também podem acessar suas próprias informações de saúde por meio de aplicativos. Juntos, essas tecnologias do dia a dia podem envolver os pacientes em seus próprios cuidados, gerando impactos positivos no seu próprio tratamento.

Assistentes virtuais também estão entrando em quartos de hospital como outra ferramenta para envolver os pacientes. Em um hospital de Los Angeles, por exemplo, o Amazon Echos permite que os pacientes controlem televisores e reproduzam música por meio da assistente virtual “Alexa”. Eles também podem convocar a enfermeira por meio da Alexa e fazer outras solicitações.

Essas soluções são apenas algumas das muitas maneiras pelas quais a tecnologia está revolucionando a experiência do paciente na área de saúde. O potencial de uso da tecnologia para tornar os cuidados da saúde mais eficientes é alto, e ainda veremos muitas novidades surgindo nos próximos anos.

Para saber mais sobre como a tecnologia vai impactar as empresas do setor no futuro, acompanhe nosso blog e fique por dentro de todas as novidades do mercado!

Como os dados dos clientes podem ser utilizados para aumentar a efetividade do setor da Saúde.

A informação tem sido a chave para uma melhor organização e novos desenvolvimentos. Quanto mais informações tivermos, melhor podemos nos organizar para entregar os melhores resultados. É por isso que a coleta de dados é uma parte importante para todas as organizações, em todos os setores, incluindo no setor de saúde.

Como qualquer outro setor, as organizações de saúde estão produzindo dados em uma taxa nunca antes vista. O uso desses dados abre um novo leque de oportunidades para o setor, especialmente quando falamos sobre melhorar a efetividade do atendimento e a experiência do paciente.

Neste artigo, vamos discutir como os dados estão sendo usados no setor de saúde para trazer benefícios tanto às instituições quanto aos seus pacientes. Acompanhe!

O surgimento do Big Data no setor de saúde

Atualmente, os dados são utilizados para prever tendências atuais de certos parâmetros e eventos futuros. À medida que estamos cada vez mais cientes disso, começamos a produzir e coletar mais dados sobre quase tudo, introduzindo desenvolvimentos tecnológicos nessa direção.

Hoje, estamos enfrentando uma situação em que somos inundados com toneladas de dados de todos os aspectos de nossa vida, como atividades sociais, ciências, trabalho, saúde etc. Dessa forma, os avanços tecnológicos têm nos ajudado a gerar cada vez mais dados, até mesmo em um nível que se tornou impossível de controlar com as tecnologias disponíveis atualmente.

Isso levou à criação do termo “Big Data”.

O Big Data se refere a uma grande quantidade de informações que estão sendo digitalizadas, consolidadas, padronizadas, analisadas e modeladas. Na área da saúde, o big data usa estatísticas específicas de uma população ou de um indivíduo para pesquisar novos avanços, reduzir custos e até mesmo curar ou prevenir o aparecimento de doenças.

Nos últimos anos, a coleta de dados de saúde mudou para o mundo digital, tornando a análise mais rápida e precisa. A ascensão do Big Data hoje significa melhorias não apenas para pacientes individuais, mas para o setor de saúde como um todo.

Os provedores estão tomando decisões muito mais baseadas em dados e fatos, e não apenas em seu histórico e experiência. Com essa nova abordagem, a demanda por Big Data na medicina atingiu o ponto mais alto. Hoje, instituições de saúde de todos os tamanhos estão apostando em tecnologias como plataformas de BI e Big Data para tornar seus atendimentos mais eficientes. Mas como exatamente isso acontece?

Como o uso de dados na saúde aumenta a efetividade

O uso dos dados na saúde traz inúmeros benefícios — esses benefícios podem ser agrupados em quatro áreas distintas, sendo:

1. Apontando pacientes de alto risco

A análise preditiva no campo da medicina trata do uso de dados atuais para fazer previsões médicas que ajudem os hospitais a evitar reembolsos e penalidades financeiras e atender melhor aos pacientes. A aplicação de análises preditivas no domínio da saúde pode contribuir para melhorar o gerenciamento de doenças crônicas, as operações administrativas do hospital, a eficiência da cadeia de suprimentos e o cenário geral de atendimento ao paciente.

As readmissões hospitalares são bastante frequentes no caso de pacientes de emergência, o que acaba por levar à ineficiência na prestação do atendimento, bem como ao aumento dos custos incorridos pelo prestador do serviço. A situação pode ser controlada se os hospitais puderem identificar previamente os pacientes de alto risco e tratá-los com cuidado personalizado e centrado no paciente.

2. Ajudando a prevenir ameaças à segurança

Como o setor de saúde lida com um número cada vez maior de dados de pacientes, incluindo seus dados pessoais e médicos, a indústria é altamente vulnerável a violações de segurança. De fato, o setor de saúde é um dos mais afetados por ataques de ransomware, malware que sequestra os dados da empresa em troca de uma recompensa.

O Big Data é a solução para as preocupações de segurança da informação nessa indústria. Ao mesmo tempo em que ele aumenta a quantidade de dados sensíveis que uma instituição de saúde armazena (tecnicamente aumentando sua exposição), as análises de Big Data também permitem analisar fraudes passadas para que as instituições possam se prevenir no futuro.

3. Oferecendo melhores oportunidades de engajamento

A adoção da tecnologia de Big Data não apenas ajudou o setor de saúde a armazenar e gerenciar com segurança os dados dos pacientes, mas também ajudou a transformar dados em insights. Por meio deles, as organizações de saúde podem entender o que seus clientes desejam e tratá-los de acordo.

O Big Data, aliado à Internet das Coisas, ainda permitiu que a saúde desse mais um passo para fornecer atendimento de qualidade: o uso dos wearables, ou vestíveis. São relógios, roupas e  aplicativos habilitados para a web que permitem que os pacientes se tornem responsáveis ​​por sua saúde sem precisar visitar o médico com frequência.

As pessoas agora podem acompanhar a frequência cardíaca, as horas de sono, as calorias perdidas, os passos dados e assim por diante, usando dispositivos que funcionam como auxiliares médicos. Todos os dados coletados a partir dessas ferramentas são armazenados na nuvem para torná-los prontamente disponíveis para médicos de qualquer lugar do mundo para referência quando necessário.

4. Acabando com os erros de medicação

Frequentemente, vemos manchetes sobre um paciente que foi prejudicada por um erro na sua medicação. Isso acontece principalmente porque o setor de saúde não implementou totalmente a tecnologia em suas operações e ainda depende fortemente de práticas manuais de manutenção de registros e outros trabalhos administrativos.

Erros humanos acontecem, ​​e a única maneira de mitigá-los ou evitá-los completamente é utilizando os dados na saúde. O Big Data pode ajudar a manter um registro organizado do histórico de medicação do paciente para uso no presente e no futuro. A coleta sistemática, o armazenamento e a análise de um grande volume de dados médicos podem tornar a medicação um processo livre de erros.

5. Reduzindo o custo hospitalar

Como outras indústrias, a aplicação de análises preditivas no mercado de saúde também pode ajudar as organizações a prever os avanços e tendências futuras e agir de acordo com um plano e estratégia bem preparados. Dessa forma, o Big Data oferece a oportunidade para as empresas de saúde reduzirem suas despesas e também o tempo de espera para fornecer um atendimento excelente ao paciente.

Por exemplo, ao analisar os dados, eles podem prever a taxa de admissão no hospital nos próximos 15 dias e podem alocar uma equipe suficiente para lidar com a carga de trabalho com base nas análises dos dias anteriores.

A revolução que o uso dos dados na saúde pode trazer está apenas começando. Os benefícios que o Big Data pode trazer ao setor confluem para a melhora na experiência do paciente e para o aumento do valor percebido no serviço. No entanto, é necessário que todas as partes interessadas de uma instituição abracem os dados e reinventem seus sistemas para comportar as novas tecnologias.

Para saber mais sobre como modernizar sua instituição, acompanhe o blog da OST e veja muito mais dicas como essas!

5 práticas recomendadas de segurança de endpoint para manter os dados da empresa protegidos

5 práticas recomendadas de segurança de endpoint para manter os dados da empresa protegidos

A definição corporativa de endpoint mudou drasticamente ao longo dos anos. Os endpoints tradicionalmente se referem a computadores desktop e laptops, que podem ser protegidos com software antivírus e firewalls.

Hoje, o termo cobre uma ampla gama de dispositivos usados ​​para negócios, de PCs e laptops a smartphones corporativos e de funcionários a sensores de IoT – todos os quais exigem muito mais segurança do que antivírus e firewalls fornecem.

Com uma política de segurança de endpoint em vigor, as organizações podem garantir que os ativos e dados corporativos permaneçam protegidos, mesmo quando dispositivos fora de suas quatro paredes os acessam.

Para construir essa política, as empresas devem se perguntar quanta segurança é necessária para seus terminais específicos, bem como se as ferramentas de segurança dos terminais devem manter os dispositivos fortemente bloqueados ou fornecer proteções mais leves para permitir aos funcionários alguma liberdade pessoal.

Para começar a escrever uma política personalizada para sua empresa, separamos cinco práticas recomendadas de segurança de endpoint a serem consideradas.

1.  Descoberta de ativos

À medida que mais funcionários trabalham em trânsito ou remotamente, o uso de BYOD (bring your own device – traga seu próprio dispositivo) e dispositivos IoT não autorizados está se tornando cada vez mais comum.

Para entender o que está se conectando aos seus recursos de rede, as equipes de TI devem começar com uma auditoria de inventário de todos os dispositivos. Observe que alguns dispositivos podem nunca tocar a própria rede corporativa e, em vez disso, ir direto para a nuvem para integração com aplicativos SaaS.

Nesse caso, um agente de segurança de acesso à nuvem ou equivalente pode ser necessário.

É necessário obter visibilidade total de todos os dispositivos de endpoint que se conectam a aplicativos e dados corporativos antes de fazer qualquer outra coisa – afinal, é impossível proteger o que você não sabe que está lá.

2.  Perfil do dispositivo

A próxima etapa para as equipes de TI é entender as maneiras como esses vários terminais operam. Documente a quais servidores e aplicativos eles se conectam, bem como quando e que tipo de dados eles compartilham e coletam.

Também é importante incluir como o software é atualizado nesses terminais e com que frequência.

Por fim, avalie quais riscos à segurança cada endpoint pode potencialmente apresentar, junto com seus impactos nos negócios, caso haja uma violação ou comprometimento.

3.  Segurança do dispositivo do usuário final

Depois que os endpoints são identificados e traçados, as equipes de TI precisam entender como os produtos de segurança existentes podem ser usados ​​para protegê-los.

O antivírus de última geração ainda é amplamente implantado, pois usa uma combinação de comparação de assinaturas para detectar ameaças conhecidas e IA e aprendizado de máquina para novas ameaças.

Essa tecnologia evoluiu para detecção e resposta de endpoint, que fornece alertas de console, relatórios, resposta a incidentes de segurança e cobertura de localização expandida e também permite integrações de terceiros. Este é um mecanismo de defesa necessário para gerenciar os dispositivos do usuário final.

Observe, no entanto, que as equipes de TI terão que desenvolver um plano diferente para os dispositivos dos funcionários. Isso pode exigir a instalação de um agente em seus dispositivos ou o uso de uma VPN antes de acessar os ativos da empresa.

4.  Princípio do acesso de privilégio mínimo usando Zero Trust

Com uma gama de terminais proliferando nas organizações, o princípio de zero-trust (confiança zero) de “nunca confiar, sempre verificar” é fundamental para controlar a superfície de risco e garantir que os funcionários tenham acesso preciso aos ativos corporativos.

Ao controlar as políticas centralmente, esses terminais são avaliados constantemente em relação às configurações padrão do dispositivo, solicitações de acesso, escalonamentos de privilégios temporários, revogação de privilégios e direitos de acesso.

Com uma estrutura de gerenciamento de acesso e identidade bem projetada em vigor, a maioria dessas tarefas pode ser realizada de maneira automatizada, e a preciosa intervenção humana pode ser reservada para os casos anômalos que a exigem.

5.  Segurança do dispositivo IoT

A IoT abrange uma ampla gama de dispositivos, de scanners de íris a alto-falantes inteligentes e sensores de energia nuclear. As seguintes práticas recomendadas de segurança são geralmente aplicáveis ​​a todos os dispositivos IoT:

  • Aderência à estrutura de segurança. As melhores práticas de segurança de endpoint de IoT específicas variam com base no impacto e risco do dispositivo. Seguir uma estrutura de segurança é um primeiro passo crucial.
  • Senhas de dispositivos IoT. Um dos hacks mais explorados contra dispositivos IoT são as combinações padrão de nome de usuário e senha do fabricante, que podem ser encontradas frequentemente na Internet. As equipes de TI devem inspecionar a senha de cada dispositivo e alterá-la para algo único.
  • Descoberta de dispositivos IoT e aplicação de políticas. Todos os dispositivos novos ou desconhecidos detectados devem ser bloqueados por padrão, e um processo de escalonamento e autenticação deve ser implementado. Com essas informações, a TI pode rastrear o proprietário do dispositivo não apenas para garantir a legitimidade, mas também alterar as senhas padrão antes que o acesso à rede seja concedido.

A segurança do endpoint continua tão importante como sempre foi

Essas cinco etapas fornecem uma boa linha de base da postura do dispositivo do usuário final e higiene básica.

Com o cenário em constante mudança de hoje, a TI precisa permanecer vigilante, mesmo depois de implementar as práticas recomendadas de segurança de endpoint acima.

À medida que mais empresas reavaliam a frequência com que os funcionários precisam estar no escritório e a adoção da IoT continua a crescer, mais terminais permanecerão fora da rede e com maior risco de ataque.

Sobre a OST

Desde 1995 no mercado, a OST atende com excelência fornecendo soluções de infraestrutura, auxiliando organizações públicas e privadas a garantirem a continuidade de seus negócios.

Somos especializados em otimizar e atender a necessidade do seu negócio. A OST garante a continuidade de suas operações, fornecendo soluções avançadas de infraestrutura para ambientes de missão crítica com inovação, excelência e qualidade no serviço.